De repente recebi uma notícia vinda da Itália de que Jannik Sinner vem frequentando uma clínica em Milão para intensificar o tratamento no joelho. A conclusão na mesma nota revela que se o tenista não estiver 100% recuperado não irá participar do US Open, que está às vésperas de seu início. Para aumentar ainda mais a ameaça de desfalcar o quarto e último Grand Slam do ano, ele vem fazendo treinos secretos, à portas fechadas, e por esta razão não há como se saber sobre o seu real estado de saúde. Vai decidir com sua equipe essa semana se viaja ao não para Nova York. Curioso: Alexander Zverev pode voltar a sair como cabeça de chave número 1. Talvez um prêmio para o campeão de Roland Garros.

A situação de Carlos Alcaraz não é menos incerta. O espanhol andou treinando com Holger Rune (outro que não se sabe quando voltará a jogar) e também ainda não tem data para voltar. Um ano complicado para Carlitos. A sua lesão é uma das mais delicadas para tenistas. Basta lembrar o exemplo de Juan Martin Del Potro e mais próximo a gente do Marcus Vinicius Barbosa, o Bocão, que há um bom tempo apareceu como juvenil de enorme potencial, operou o punho em Paris, mas jamais pôde chegar ao profissionalismo. É verdade que os tempos são outros, existem novos tratamentos e medicações, mas o período fora das quadras confirma a gravidade da contusão.

Também não é segredo para ninguém a atual condição do gigante Novak Djokovic. É claro que se pode discutir o horário que colocaram o sérvio para jogar. Mas não dá para esperar refresco no US Open, ainda mais em jogos em melhor de cinco sets. Isto até soa como ironia, num momento em que o recordista de títulos de Grand Slam, com 24 troféus saiu dizendo que o tênis deveria mudar, ter sets curtos até quatro para conquistar o interesse do público mais jovem. Enfim, a ITF (Federação Internacional de Tênis) sequer deve colocar em pauta esse assunto. Ora, o conservadorismo impera na entidade e realmente a proposta não me parece boa, mas claro que devemos respeitar opiniões.

Para completar o quadro, até mesmo João Fonseca causa certa preocupação, depois de abandonar à última hora o ATP 1000 de Cincy, com problema no abdômen. Sua equipe agiu certa e com decisão. Não vale mesmo à pena correr riscos às vésperas de um Slam. Para quem saca com tanta violência e precisão como o jovem brasileiro, esse tipo de lesão pode comprometer o desempenho. Acho então que é preciso avaliar sua participação em eventos promocionais antes do início da chave principal.

Enfim, não é nada agradável conviver com essas perspectivas para um torneio tão formidável como o US Open. Confesso que fica a torcida para que todos cheguem a Nova York em perfeitas condições e consigam competir a altura do evento. Mas essa história de calendário e fortes exigências estão ocupando a mente de diversos jogadores. Veja que para a ainda distante Olimpíada de Los Angeles, já surgem coerentes reclamações sobre o início do torneio olímpico de tênis, marcada a apenas 3 dias após a final masculina de Wimbledon.